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OLYMPIC NATIONAL PARK - O MONTE OLIMPO DA REALIDADE - PARTE 3

     Fico imaginado como as filmagens da saga Crepúsculo devem ter alterado a rotina da cidade de Forks, afinal ela tem apenas 3.175 habitantes e fica bem isolada dos grandes centros. Aqui não existem as cadeias de lojas e restaurantes tão famosas nos Estados Unidos.

      Forks é muito charmosa e organizada, como já estava passando da hora do almoço, resolvemos comer em algum dos restaurantes da cidade. Assim como toda cidade pequena aqui não tem muitas opções, paramos que meio por acaso, pois gostei da fachada e tinha muitos carros o que indicava que devia ser bom, no restaurante Pacif Pizza (870 S Forks Ave, Forks, WA, 98331 - 11:00am às 09:00pm).

      O restaurante foi uma grata surpresa, escolhemos opções de massa: eu fui de Spaguetti and Meatballs Smalls por U$ 7,95 e meu marido de Rigatoni Alfredo Large U$ 11,15, todos os pratos acompanham um buffet de saladas em que você pode montar montar o prato, uma única vez, da maneira que quiser. A comida era muito saborosa e o buffet maravilhoso. O cardápio, assim como toda a cidade, faz menção à saga Crepúsculo.

     Após almoçarmos, seguimos andando para o Forks Outfitters (950 S Forks Ave., Forks, WA, 98331) que além de ser uma loja interessante, virou atração turística uma vez que foi que a personagem Bella trabalhava.


     Depois voltamos um pouco para visitar mais dois pontos de interesses que são a Prefeitura (500 E Division Street, Forks, WA) onde fica o distrito policial onde o pai da Bella trabalhava e logo ao lado a casa dos Cullen (654 E Division Street, Forks, WA, 98331, WA) que hoje em dia é uma pousada.


     Logo após fica o cenário mais icônico do filme a escola Forks High School (261 Spartan Avenue, Forks, WA). Infelizmente, a escola utilizada nas gravações foi quase toda demolida. Hoje só podemos reconhecer a placa e o campo de futebol. 

     Existem outras atrações referentes à saga, mas como não somos fãs e tínhamos pouco tempo paramos apenas no Centro de Visitantes que fica na Chamber of Comerce (1411 S Forks Avenue, Forks) antes de seguir novamente viagem. Estacionados bem de frente estão 2 caminhotes da Bella. Por que duas? Porque a caminhote descrita no livro é de um modelo, mas a que foi usado no filme é diferente. Então, inicialmente, somente uma igualzinha à do livro estava lá, mas depois a produção do filme doou a caminhete original usada nas gravações para a cidade.


     Dentro do Centro de Visitantes você ganhará um mapa com todas as atrações marcadas e encontrará muitos produtos relacionados aos filmes e imagens em tamanho real dos atores. Há também um mapa mundi no qual todos são convidados a colocar um alfinete em sua cidade de origem. Por incrível que pareça o mapa do Brasil estava repleto de alfinetes.

        Seguimos para o Hoh Rain Forest Visitor Center que fica na segunda região mais chuvosa dos EUA, ela recebe mais de 5.080mm de chuva por ano, perdendo apenas para a ilha de Kauai, do Hawaii. Grande parte desta precipitação vem em forma de neve e cobre a cadeia montanhosa onde está o belíssimo e nevado Monte Olympic. (2.432m).

      Toda essa chuva forma um ecossistema riquíssimo, coníferas gigantes como a Douglas Fir crescem saudáveis e cobertas de musgos. Plantas rasteiras ganham nutrientes suficientes para se multiplicar. Manadas de Roosevelt Elk, o maior entre as 4 subespécies de elks na América do Norte, chega a 3 metros de comprimento e mais de 500kg! Eles se alimentam de gramíneas, frutas e outras plantas, com preferência especial pela salmonberry.

       A pessoa que vos escreve, mesmo sabendo que tratava-se de uma região chuvosa esqueceu de levar capa de chuva, guarda-chuva ou casaco impermeável e aguentou uma garoa fina o percurso inteiro e, em alguns momentos uma chuva mais intensa.

         A estrada que leva ao Centro de Visitantes e às trilhas não tem outra saída, ou seja, você vai ter que entrar e sair pelo mesmo caminho. Aqui você terá que pagar entrada se não tiver feito isso no Hurricane Ridge, como já tínhamos pago apenas apresentamos o comprovante de pagamento na cancela de entrada.

        Fizemos duas trilhas maravilhosas a The Hall of Mosses (1,3km) e a Spruce Nature Trail (2km) que são fácies de fazer e bem planas e dão uma ótima ideia da floresta.




        O tamanho das árvores realmente impressiona, a floresta é tão densa que quase não senti a chuva que insistia em cair a todo instante. Foi um dos lugares mais impressionantes que fomos nesta viagem.

      Na saída para o nosso Hotel Cassino ainda tivemos tempo e disposição de conhecer a Ruby Beach que é considerada a praia mais bonita de Washington, com suas pedras polidas pelo vai-e-vem das grandes mares do Pacífico. É uma praia única, pois consegue reunir a vista do alto do penhasco, o encontro do Cedar Creek, falésias e ilhas de pedra em um mesmo cenário.

      O acesso para a praia é um pouco difícil, do estacionamento você deve pegar uma trilha, com uma descida um pouco íngreme e com muitas pedras e troncos de árvore no caminho e, como era de se esperar, com minha amiga chuva fazendo companhia.

      A visão é algo indescritível, ficará para sempre em nossas memórias. Acho que foi por isso que quando questionada pela senhora do Visitor Center de Forks para onde iria nessa viagem, ao informar que Ruby Beach estava no meu roteiro ela abriu um sorriso e disse: parabéns, você pensa fora da caixa. Isso porque a maioria dos visitantes escolhe conhecer a praia de La Push, que é mais próxima de Forks e foi cenário da saga, ela era o lar dos lobisomens,



        Cansados e realizados, pegamos uma longa estrada para o nosso hotel, que era um agradável cassino (Little Creek Casino) na pequena cidade de Shelton, próxima à Olympia. 
    

OLYMPIC NATIONAL PARK - O MONTE OLIMPO DA REALIDADE - PARTE 2

     No post anterior comecei a escrever sobre a nossa viagem ao Olympic National Park, que foi um dos pontos altos da nossa road trip. Qualquer dúvida basta acessá-lo: Parte 1.

     Pois bem, no final da Hurricane Ridge Road fica um pequeno Visitor Center, com uma lojinha, banheiros e um deck de observação com binóculos. Ele é muito pequeno e não tem muito o que se ver, além de uma maquete do parque e um mapa com os locais mais fáceis de se encontrar animais da fauna loco, mas é uma construção charmosa, com muita madeira. Vale a visita.



     Como o clima do Olympic National Park é sempre muito nublado e chuvoso a vista a partir do deck de observação do Visitor Center ficou um pouco prejudicada, mas mesmo assim muito bonita e, de vez em quando, uma rajada de vento limpava um pouco o céu melhorando a visibilidade.


DICA: Se você tem pouco tempo na região, ou quer economizar, minha dica é não subir a Hurricane Ridge até o final, passando pela cancela de entrada do parque. Você economizará U$ 25,00 e terá uma visão geral do parque muito boa.

     De lá seguimos pela US 101 até o Lake Crescent que foi a grande surpresa desse passeio, além de ter entrada gratuita (não precisa pagar a entrada do parque para se chegar até ele), foi a área mais bonita e equipada que visitamos no Olympic National Park. Essa área soma trilhas populares, pontos para tomar banho e vistas incríveis. O Lake Crescent Lodge é lindo, tem um deck de madeira sobre o lago que vale a visita por si só. Ficamos um tempo ali, sentados e observando a beleza do lugar.


     Como vocês podem ver no vídeo acima, o local parece ser bem popular, vimos diversas famílias chegando com material pesca, preparados para fazer trilha ou apenas curtindo o lago.


     O Lake Crescent é o segundo lago mais profundo do estado de Washington, ele tem oficialmente 190m de profundidade, mas dados extraoficiais já indicaram ser de mais de 300m!




     A estrada que leva ao Lake Crescent Lodge se bifurca, uma leva ao Lodge e o lago e a outra ao Storm King Ranger Station, com vista para o Mount Storm King e Pyramid Peak. O Ranger Station conta a história da área e tem uma mostra de fotos fantástica. E é a partir daqui que começa a trilha Marymere Falls de 1,5 milhas. A cachoeira é pequena, mas a floresta e o caminho compensam a caminhada que não é moleza, tem muitas subidas e até escadas, mas o caminho é permeado por bancos de madeira para você se sentar e apreciar a vista enquanto recobra as energias.


     No estacionamento do King Storm Ranger vimos mais um amiguinho de 4 patas que pastava tranquilamente ignorando os visitantes do parque, Na foto acima dá para vê-lo ao fundo.


    Bem de frente da Marymere Falls tem um banquinho, fiquei nele recobrando o fôlego e apreciando a vista. Uma trilha continua a partir da cachoeira, com ainda mais subidas, como já estava cansada e ainda tínhamos muita estrada pela frente decidimos não fazê-la.

     Na volta tivemos mais companhias de veados, esse eram de uma espécie diferente, observe os chifres deles.        



     Nossa próxima parada será na cidade de Forks, cenário dos filmes da famosa saga Crepúsculo.


OLYMPIC NATIONAL PARK - O MONTE OLIMPO DA REALIDADE - PARTE 1

     Nesse dia acordamos bem cedo, nem tomamos café da manhã no hotel para não atrasar o nosso roteiro. Partimos por volta das 5:30. Como estávamos em Lynwood, uma cidade bem próxima, logo chegamos à charmosa cidade de Edmonds (a distância entre o meu hotel - Americas Best Value Inn Lynwood - e o porto era de apenas 8,2km), local de onde partiria o ferry para o Olympic National Park.

     Perto do porto de onde partem os ferrys tem diversos cafés e restaurantes, mas como o próximo ferry estava previsto para chegar em apenas meia-hora decidimos por tomar o café da manhã na lanchonete que fica no seu interior.

     Contei todos os trâmites e detalhes da travessia de ferry em um post anterior, por isso vou ser bem sucinta. Aguardamos cerca de 15 minutos no carro até a hora de entrar no ferry (na área de espera tem banheiros e uma pequena lanchonete). Depois estacionamos e subimos para o pavimento superior do ferry, onde ficam as mesas e cadeiras, banheiros, um deque de observação e uma lanchonete.

     A lanchonete funciona como um mercado, você pega os itens que quer comprar e depois paga no caixa, nada excepcional, mas o preço e qualidade são adequados.


            A travessia é bem curta, dura cerca de 30 minutos, e a vista do ferry é muito bonita. É comum se ver baleias na Puget Sound, infelizmente não tivemos essa sorte.


      Assim que chegamos em terra, vimos o nosso primeiro amiguinho de quatro patas da viagem. Essa área dos Estados Unidos tem muitos bichos, vimos diversas espécies deles em nossa estadia.


    No caminho para o Olympic National Park passamos pela cidade de Sequim famosa por seus maravilhosos campos de lavanda. Diversas pequenas fazendas dessa cidade cultivam lavanda e o esplendor da plantação se dá exatamente em julho.

      No terceiro fim de semana de julho acontece o Sequim Lavender Festival, esse evento lota a idade e como consequência as fazendas de lavanda cobram cerca de U$ 15,00 para visitação (nos outros dias a visitação é gratuita). Os hotéis ficam lotados e mais caros, por isso não é a melhor época para visitar as plantações de lavanda.

     Vimos muitos pés de lavanda espalhados por todo o Estado de Washington, além da beleza da planta seu aroma é algo indescritível.


      Como as fazendas ficam distantes umas das outras a dica é escolher uma, pesquisar o horário de funcionamento e focar nela. A maioria das fazendas tem uma gift shop com diversos produtos a base de lavanda.

    Daqui seguimos para o Olympic National Park com seus picos nevados, densas florestas de pinheiros e um belíssimo litoral rochoso.

       A entrada do parque custa U$ 25,00 por veículo e vale por até 7 dias.


    Ocupando uma área de aproximadamente 374 mil hectares, ele está localizado na Olympic Península na porção noroeste do Estado de Washington a poucas horas de carro de Seattle.

      Nos primórdios toda a área do Olympic National Park era ocupada por diversas tribos indígenas que viviam em certa harmonia. Na época da colonização os espanhóis foram os primeiros explorados a chegar ao local, por volta de 1775, eles se estabeleceram em uma pequena porção da costa do Olympic Península, na altura da desembocadora do Quinault River.

    Entretanto, o clima frio e chuvoso da região, somado aos frequentes ataques por parte dos indígenas, os fez abandonar a área apenas 5 meses depois da ocupação.

      Treze anos mais tarde, em 1788, vieram os ingleses representados pela figura do capitão Inglês, John Meares. Ele navegou pela costa da região e ficou tão impressionado com as montanhas deste trecho do litoral noroeste dos EUA que em analogia à morada dos deuses gregos batizou o local de Monte Olimpo (Olympic Mount).

     A península do Olympic National Park foi formada durante a era glacial, esse fato fez com a mesma desenvolvesse uma diversidade biológica bem considerável. Nesta área encontram-se pelos menos 8 espécies de plantas e 15 espécies de animais que não são encontrados em nenhum outro ponto do planeta. Um número de espécies endêmicas bastante expressivo para esta região do planeta. 

       Como tínhamos pouco tempo na região, apenas um dia, seguimos direto para o Hurricane Ridge Road, uma estrada sinuosa que parte da belíssima cidade de Port Angeles (nível do mar) até o Hurricane Visitor Center a mais de 1500m de altitude. O visual ao longo da estrada é simplesmente incrível, mas a vista do seu topo é arrebatadora. 
      

       Lá de cima é possível observar-se algumas geleiras, dentre elas o Glacier Hoh, com cerca de cinco quilômetros de extensão, por sinal, está é uma das maiores geleiras dos EUA continental.

     O cume mais alto visto da Hurricane Ridge é o Mount Deception que se ergue a 2.374m de altitude.



       Daqui continuamos pela US 101 até o Lake Crescent, que será objeto da próxima postagem.

PEGANDO FERRY EM SEATTLE PARA O OLYMPIC NATIONAL PARK

     Quando comecei a minha pesquisa sobre Seattle pouco encontrei sobre a travessia de balsa (ferry) até o Olympic National Park, então eu meio que fiz o passeio as cegas.

     Como estava hospedada em um hotel na cidade de Lynwood, o que já indico a todos pois além de ser mais barata é colada à Seattle e repleta de restaurantes e lojas conhecidos e maravilhoso, como Olive Garden, Red Lobster, Dennys, Buca di Beppo, Ross Dress, Walmart, TJ Maxx, etc., ficava mais perto ir de ferry.

     Acordamos cedo e seguimos de carro para a cidade de Edmonds, vizinha à Lynwood, como é perto e as estradas são excelentes o percurso é bem rápido.

   Quando se chega perto do litoral de Edmonds as placas indicativas do ferry passam a ser frequentes, optamos por segui-las ao invés do GPS o que foi acertado, pois o GPS nos levaria direto às balsas e não à cabine onde se compra os ingressos e se aguarda em fila até a chegada da balsa.

      Como muitos locais utilizam as ferrys como meio de transporte, a disponibilidade de horários é muito grande, mas aconselho a todos que acessem o site do Washington Ferries para verificar qual partida mais se adapta ao seu roteiro e evitar imprevistos.

      O valor do ferry é variável de acordo com o tamanho do carro e a quantidade de passageiros presentes, o carro que tínhamos alugado era um fusion e estávamos somente eu e meu marido, o valor ficou em U$ 26,40, conforme extrato abaixo.


     Pagar a entrada é muito fácil, o responsável pelo guichê lhe dirá o valor, que também fica exposto em um placa, basta pagar, pegar o troco e ficar esperando em uma das quatro filas a hora do embarque.

    Nessa área de espera tem banheiro e uma pequena lanchonete.

    Na hora do embarque um funcionário fica orientando a saída, que se faz fila a fila. Na balsa outro funcionário  orienta o local onde devemos estacionar o carro, simples assim. Algumas pessoas optam por permanecer no carro, já que a travessia não demora muito.



Obs: Animais são permitidos, mas devem permanecer nos carros. Vi vários cachorros na minha travessia, inclusive de grande porte.

   Para quem optar por esperar a travessia no ferry, o que foi o nosso caso, basta subir as escadas.

   O ferry é climatizado, tem várias mesas e cadeiras e uma lanchonete, que na hora que eu embarquei estava servindo café da manhã. Ela funciona como um mercado, você escolhe seus itens e paga no caixa.


    Achei muito interessante o fato de em umas das mesas ficar disponibilizado um quebra-cabeça daqueles de mil peças para as pessoas passarem o tempo.


     Tem um deque de observação no nível principal e outro um nível acima, embora a visão seja linda o vento frio não me permitiu permanecer muito tempo neles. É comum se avistar baleias nessas águas, mas não tive a sorte de vê-las na minha viagem.

     Próximo à chegada uma mensagem pede que todos se dirijam a seu carros para a saída. Basta sair e pronto, estaremos no Olympic National Park.